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Manual de segurança da informação

Checar antes de repassar.

Em eleição, mentira corre mais rápido que verdade porque ela é feita pra ser encaminhada sem ninguém conferir. Aqui está o que não fazer, como descobrir se é fake news, como saber se um link é falso e como ver se um número tem fonte. Cinco minutos de leitura e você não cai mais — e não repassa.

Se for ler só uma coisa, leia isto

  • Print não é notícia. Peça o endereço que abre.
  • Olhe a data antes de acreditar.
  • Link: leia o final antes da primeira barra.
  • Ninguém pede seu código de 6 dígitos. Ninguém.
  • Deu raiva na hora? Espere dez minutos.
  • Não repasse pra desmentir. Mande pro QG.

O que não fazer

Nenhum item desta lista é frescura. Cada um é golpe que já pegou gente nossa, ou mentira que já rodou os nossos grupos.

  • Não repasse o que você só viu em print

    Print é imagem, e imagem qualquer um edita no celular em um minuto. Se a notícia existe, existe um endereço que abre. Sem o endereço, você não leu notícia — leu um desenho de notícia.

  • Não repasse áudio de “uma pessoa de dentro”

    O áudio do “amigo meu que trabalha lá” é o formato mais fácil de inventar e o mais difícil de conferir: não tem data, não tem nome, não tem de onde veio. Fonte que não pode aparecer não é fonte.

  • Não clique em link de prêmio, auxílio ou “regularize seu título”

    Governo e Justiça Eleitoral não avisam de benefício nem de pendência por link em grupo de WhatsApp. Quem manda isso quer seus dados. Abra o site oficial você mesmo, digitando o endereço.

  • Nunca digite senha, CPF, número do título ou código de 6 dígitos numa página que chegou por link

    Esse é o golpe inteiro, do começo ao fim. Nenhum órgão, nenhum banco e ninguém da nossa equipe pede isso por mensagem.

  • Não instale aplicativo por link

    App se baixa na loja do celular — Play Store ou App Store. Arquivo de instalação que chega no grupo pode ler sua tela, seus contatos e seu WhatsApp.

  • Não repasse o código do WhatsApp — nem pra “alguém do QG”

    O código de 6 dígitos é a chave da sua conta. Quem está com ele entra no seu WhatsApp e fala com seus contatos no seu nome. Ninguém da equipe do Léo vai te pedir isso. Nunca, por nenhum motivo.

  • Não mande Pix pra “campanha” que apareceu num grupo

    A gente não faz vaquinha por Pix em grupo e não tem captação no ar. Pediram dinheiro no nome do Léo? É golpe — e a gente quer saber, pelo número do rodapé.

  • Não brigue no meio do grupo com quem espalhou

    Briga dá alcance: mais comentário, mais gente vendo a mentira. Responde no privado, com calma. Quem repassou quase sempre foi usado — não é quem inventou.

  • Não desminta começando pela mentira

    “É mentira que vão cancelar seu título” deixa na cabeça “cancelar seu título”. Comece pela verdade: “seu título está valendo, dá pra conferir no e-Título em 30 segundos”.

Como saber se é fake news

Cinco perguntas, nessa ordem. As duas primeiras já derrubam a maioria, e levam menos de um minuto.

  1. Quem está dizendo isso?

    Procure nome de veículo e nome de quem escreveu. Perfil criado há duas semanas, página sem endereço e sem telefone, site com nome parecido com o de um jornal de verdade — tudo isso é sinal. Quem é sério assina o que publica.

  2. Quando foi isso?

    Olhe a data. O truque mais usado em eleição não é inventar notícia nova: é pegar notícia velha, de cinco anos atrás, e soltar como se fosse de ontem. Mensagem sem data é mensagem não checada.

  3. Onde está o original?

    Copie uma frase da mensagem e jogue no Google entre aspas. Se aquilo só aparece em blog desconhecido e em grupo de WhatsApp, não aconteceu.

  4. Quem mais contou?

    Coisa grande sai em mais de um lugar — inclusive em veículo que não gosta do nosso lado. Notícia enorme que só um site tem é quase sempre falsa.

  5. Por que isso me deu raiva tão rápido?

    Mentira é feita pra dar raiva ou medo em dois segundos, porque é assim que ela é repassada sem ninguém conferir. Se bateu vontade de encaminhar na hora, espere dez minutos. Essa pausa é a checagem mais eficiente que existe.

Três ferramentas que você já tem no celular

A lupa do próprio WhatsApp

Mensagem marcada como “encaminhada muitas vezes” aparece com uma lupa do lado. Toque nela: o WhatsApp procura aquele texto na internet pra você, sem sair da conversa.

Pesquisa de imagem

Segure a foto e escolha “pesquisar imagem com o Google”. Ele mostra onde aquela imagem já apareceu antes — é assim que se descobre que a foto do “ato de ontem” é de 2014, ou de outro país.

Fato ou Boato, da Justiça Eleitoral

Página oficial em justicaeleitoral.jus.br/fato-ou-boato, onde nove agências de checagem desmentem o que circula sobre urna e eleição. Procure ali antes de repassar: provavelmente já está checado.

A regra dos dez minutosQuando a vontade de encaminhar vem junto com a raiva, é porque a mensagem foi feita pra isso. Espere dez minutos e leia de novo. Quase sempre você não encaminha mais.

Os golpes desta eleição

Toque na isca pra ver o que tem atrás dela e como conferir sozinho, sem depender de link de ninguém.

  • “Você foi convocado como mesário. Confirme seus dados aqui.”

    O que é de verdade: Página falsa pedindo CPF, número do título e senha do gov.br.

    Como conferir: Convocação de mesário chega por carta e fica registrada no cartório eleitoral. Confira no e-Título ou ligue pro cartório da sua zona — o telefone está no site do TRE.

  • “Seu título foi cancelado. Regularize antes da eleição.”

    O que é de verdade: Formulário que copia a cara do TSE pra capturar seus dados.

    Como conferir: Abra você mesmo o e-Título, ou o Título Net no site do TSE. A situação do seu título aparece ali em 30 segundos, sem link de ninguém.

  • “Auxílio novo liberado, cadastre-se até domingo.”

    O que é de verdade: Captura de dado pra abrir crédito no seu nome.

    Como conferir: Benefício do governo não se pede por link de grupo. Confira no gov.br ou no CRAS do seu bairro, que é de graça e atende de porta aberta.

  • “Pesquisa rápida, R$ 50 no Pix.”

    O que é de verdade: Pesquisa que não existe, pedindo chave Pix e dado bancário.

    Como conferir: Pesquisa eleitoral registrada não paga por WhatsApp e nunca pede sua conta. Quem pede dado bancário quer o dado, não a sua opinião.

  • “Ajuda pro material do Léo, Pix nessa chave.”

    O que é de verdade: Golpista usando a cara da campanha, às vezes com foto de material de verdade.

    Como conferir: A gente não pede Pix em grupo. Antes de mandar qualquer valor, pergunte no número oficial que está no rodapé deste site.

  • “Vote pelo aplicativo, sem sair de casa.”

    O que é de verdade: App falso ou página de captura de dado.

    Como conferir: Não existe voto pelo celular no Brasil. Voto é na sua seção, na urna, das 8h às 17h.

  • “Cadastre-se e ganhe transporte ou cesta no dia da eleição.”

    O que é de verdade: Golpe de dado — e, quando é de verdade, crime eleitoral.

    Como conferir: Transporte de eleitor pago por campanha ou partido é proibido por lei, e oferecer qualquer coisa em troca de voto também. Se apareceu no nome do Léo, não é a gente.

  • Perfil novo, com a foto do Léo, chamando no seu privado.

    O que é de verdade: Clone de perfil pedindo dinheiro, dado ou “voto de confiança”.

    Como conferir: Os canais oficiais estão listados no fim desta página e no rodapé. Perfil que pede dinheiro não é nosso.

Áudio e vídeo feitos por computador

“Mas é a voz dele, eu reconheci” já não vale como prova. Clonar voz hoje é de graça e leva um minuto. O que ainda dá pra perceber é outra coisa.

Áudio: desconfie do que é perfeito demais

Voz clonada já sai igualzinha — não dá mais pra confiar no “é a voz dele”. O que ainda entrega é a conversa: áudio feito por computador não tem barulho de fundo, não tropeça na palavra, não respira errado e vai direto na parte polêmica. Áudio de vinte segundos com o político dizendo exatamente a coisa mais grave possível, sem antes e sem depois, é o formato preferido da mentira.

Vídeo: olhe mão, dente e borda do cabelo

É onde a imagem feita por computador ainda escorrega: dedo a mais, dente que muda de lugar, orelha derretendo, cabelo com borda recortada. Veja também se o som encaixa no movimento da boca.

Peça o vídeo inteiro

Corte de quinze segundos sem dizer que dia foi, em que evento, e sem o link do vídeo completo não vale nada. Quem tem o original manda o original. Quem não manda, ou inventou, ou está escondendo o que vinha antes e depois.

Propaganda com IA é obrigada a avisar

Na eleição, peça feita com inteligência artificial tem que dizer que foi feita com inteligência artificial, e vídeo que põe palavra na boca de candidato é proibido. Isso não é opinião nossa, é regra da Justiça Eleitoral — e se denuncia no app Pardal.

A mentira que faz a pessoa não votar

Boa parte de quem ficou em casa no 1º turno não ficou por preguiça: ficou porque acreditou em alguma coisa errada sobre a própria situação. São sete histórias, e todas têm resposta curta.

1.086.074

cearenses não foram votar no 1º turno

2.224.965

votos de diferença entre os dois, no Brasil inteiro

É a mesma ordem de grandeza. Quem fica em casa decide — só não escolhe o lado.

  • “Meu voto não muda nada.”

    Só no Ceará, 1.086.074 pessoas não foram votar no 1º turno. A diferença entre os dois candidatos, no Brasil inteiro, foi de 2.224.965 votos. A pilha de quem ficou em casa aqui é do tamanho da disputa lá.

    Os números estão na nossa página de análises, tirados do dado oficial do TSE.

  • “Faltei no 1º turno, meu título já era.”

    Não é. O título só é cancelado depois de três turnos seguidos sem votar e sem justificar. Faltar uma vez não cancela nada — e ainda dá pra justificar.

    Confira a situação do seu título no app e-Título.

  • “Vou pagar multa alta se eu aparecer agora.”

    A multa de quem faltou é de R$ 3,51 por turno — três reais e cinquenta e um centavos. E justificar é de graça: a falta no 2º turno pode ser justificada até 8 de janeiro de 2027, pelo e-Título.

    Justificativa eleitoral, no site do TSE.

  • “Perdi o título de papel, não posso votar.”

    Pode. Vale documento oficial com foto, e vale o e-Título com foto no celular. Título de papel não é exigido há anos.

    App e-Título, baixado na loja do celular.

  • “Mudei de casa e não sei mais onde voto.”

    Seu local de votação está no e-Título e no site do TSE. Confira no sábado, não no domingo — errar a seção é o jeito mais bobo de perder o voto.

    e-Título, ou Título Net no site do TSE.

  • “A urna é fraudada, então pra que ir?”

    A urna é auditada antes e depois. Antes, tem teste público de segurança com gente de fora tentando invadir. Depois, cada seção imprime o resultado dali num papel colado na porta, que qualquer pessoa fotografa e soma — foi conferindo esses papéis que as checagens derrubaram o boato.

    Fato ou Boato, da Justiça Eleitoral, tem a explicação de cada uma dessas histórias.

  • “Vai ser fila e confusão, não vale a pena.”

    A votação vai das 8h às 17h, e no meio da tarde costuma estar vazio. E quem já está na fila às 17h vota — a fila não fecha com gente dentro.

    Sua seção e seu horário estão no e-Título.

Como saber se o número é de verdade

Mentira com número parece mais séria do que mentira sem número — e é só isso que o número está fazendo ali. Dá pra conferir.

  • Número sem fonte não é número

    Pergunte três coisas: quem mediu, quando, e com quanta gente. Se a mensagem não responde nenhuma, aquilo não é dado — é enfeite pra parecer sério.

  • Print não é fonte

    Fonte é endereço que abre e você confere. Print de tabela, de manchete ou de postagem é imagem, e imagem se edita no celular.

  • Pesquisa eleitoral tem registro

    Pesquisa de verdade tem número de registro na Justiça Eleitoral, diz quem pagou e quantas pessoas ouviu. Sem registro não é pesquisa, e divulgar pesquisa sem registro é crime (Lei 9.504/97, art. 33).

  • Enquete não é pesquisa

    Enquete de grupo ou de story mede quem já está ali — e não é por ser pouca gente: é porque quem responde se escolheu. Mil respostas do nosso grupo continuam dizendo o que o nosso grupo pensa, não o que o bairro pensa.

  • Porcentagem sem total engana

    “80% apoiam” com dez pessoas é oito pessoas. Toda vez que aparecer porcentagem, pergunte: 80% de quantos?

  • Gráfico mente sem mudar o número

    Barra que começa em 40 em vez de zero faz diferença pequena parecer abismo. Pizza que soma mais de 100% não existe. Leia os números, não o desenho.

  • A régua vale pra gente também

    O que a gente publica em análises vem do dado oficial do TSE, diz de onde veio e mostra o total do lado. Se um dia a gente soltar número sem fonte, cobre da gente — a régua é a mesma.

Dá pra conferir o que a gente publica

Os números desta página sobre a eleição vêm do dado oficial do TSE, e estão abertos na nossa página de análises — com o total do lado, do jeito que a gente acabou de dizer que tem que ser.

Cuide da sua conta — ela é a sua voz

Conta tomada não é problema de um. É mentira saindo com a sua cara pra todo mundo que confia em você.

  • Ligue a verificação em duas etapas do WhatsApp

    Ajustes, Conta, Verificação em duas etapas. É um PIN de 6 dígitos que o golpista não tem. Sem ele, basta o código do SMS pra levar sua conta — e seus grupos.

  • O código de 6 dígitos é só seu

    Chega por SMS e vale uma vez. Quem pede, com qualquer história, está tomando sua conta naquele instante.

  • Senha na tela do celular

    Celular sem senha é WhatsApp aberto na mão de quem achou. E com seu WhatsApp aberto, a mentira sai com a sua cara.

  • Senha do e-mail diferente de todas as outras

    O e-mail é o que recupera o resto. Se ele cai, cai tudo junto — rede social, banco, loja.

  • Clonaram? Avise antes de recuperar

    Peça pra alguém avisar no grupo: “minha conta foi tomada, não manda dinheiro pra ninguém”. Depois reinstale o WhatsApp e peça o código: a conta volta pro seu número e quem entrou cai fora.

  • Desconfie de link no grupo, inclusive no nosso

    Grupo grande é alvo. Link que aparece lá, mesmo mandado por quem você conhece, pode ter vindo de uma conta tomada. Confira o endereço do mesmo jeito que você conferiria o de estranho.

Chegou uma mentira. E agora?

Nesta ordem. A primeira linha é a que mais gente erra querendo acertar.

  1. Não repasse pra desmentir. Mandar a mentira pra mais um grupo é espalhar a mentira, mesmo com “isso é falso” escrito em cima.
  2. Tire print, anote de onde veio e a hora, e mande pro número oficial do rodapé. É assim que a gente descobre o que está circulando antes de virar bola de neve.
  3. Denuncie dentro do aplicativo: no WhatsApp, “denunciar” na própria mensagem; no Instagram e no Facebook, “denunciar publicação”.
  4. Se for propaganda eleitoral irregular, perfil falso de candidato ou vídeo feito com IA, denuncie no app Pardal, da Justiça Eleitoral — baixe na loja do celular e entre com e-Título ou gov.br. Você recebe um número de protocolo pra acompanhar.
  5. Responda no privado de quem te mandou: a verdade primeiro, um link que abre depois. Sem deboche — quem é tratado como bobo não muda de ideia, cava mais fundo.
  6. No dia da eleição, propaganda tem regra própria e boca de urna é crime. Na dúvida sobre o que pode perto da seção, pergunte no QG antes de fazer.

O que é oficial, e só isso

  • leosuricate.com.br

    Toda página nossa fica dentro deste endereço. Plenária, materiais, análises, este manual.

  • Instagram @leosuricate

    O perfil do Léo. O do personagem é @suricateseboso. Não existe terceiro.

  • WhatsApp do QG

    É o número que está no rodapé desta página, e é o único. Qualquer outro, confirme antes.

  • e-Título

    App oficial da Justiça Eleitoral: seu título, seu local de votação e a justificativa da falta. Baixe na loja do celular.

  • Fato ou Boato

    justicaeleitoral.jus.br/fato-ou-boato — a checagem oficial sobre urna e processo eleitoral, feita com nove agências.

  • Pardal

    App da Justiça Eleitoral pra denunciar propaganda irregular, perfil falso e deepfake. Loja do celular; entra com e-Título ou gov.br.

Você reparou que aqui não tem telefone de órgão nenhum, e isso é de propósito: um manual que ensina a não confiar em contato recebido não pode ser a origem de um contato que você não conferiu. Pegue o número no site do órgão, digitando o endereço você mesmo.

De onde a gente tirou isto

Manual que cobra fonte dos outros mostra a própria. Tudo que está escrito aqui sobre prazo, multa, título e urna veio destes lugares, conferidos um por um em 9 de outubro de 2026. Se algum link não abrir, avise a gente pelo número do rodapé.

Manda isso pro seu grupo

Copia e cola. É o único encaminhamento que a gente pede nesta página.

Gente, antes de encaminhar qualquer coisa nesta reta final: a gente fez um manual curto de como conferir se é mentira, como saber se um link é falso e o que NÃO fazer. leosuricate.com.br/checar É de graça, não pede dado nenhum e dá pra ler em cinco minutos. Qualquer mensagem estranha no meu nome ou no nome do Léo, confere ali primeiro.

Conferir é militância.

Cada mentira que não é repassada é uma conversa que continua possível. Agora que você sabe conferir, vem conversar com quem ainda dá pra convencer.

Léo Suricate · Deputado Estadual

Comunicador, parlamentar e deputado estadual eleito em 2026 · PSOL/CE. Ladazarea na Assembleia, sem deixar de ser ladazarea.

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Eleição 2026 Leonardo de Souza Xavier Deputado Estadual · CNPJ 68.430.318/0001-46 · WhatsApp (85) 99186-3156

© 2026 Léo Suricate · PSOL/CE · Fortaleza, Ceará · contato@leosuricate.com.br